86% dos brasileiros sentiram inflação nos alimentos e bebidas

Alimentos, incluindo cerveja e refrigerante, higiene, beleza e limpeza doméstica tiveram um aumento de 1,52% em maio em relação a abril; e continua crescente

(Crédito: divulgação)

Uma pesquisa da Exame mostra que os brasileiros estão sentindo o peso da inflação sobre os ombros, ou melhor, dentro do bolso. O estudo apontou em maio um crescimento de 0,83%, o maior aumento mensal registrado em 25 anos.

Os contatos foram feitos por telefone e 86% dos cidadãos ouvidos apontam os alimentos e bebidas como o grande vilão deste aumentos. Outra recente pesquisa, realizada pela Abrasmercado, índice de preços ao consumidor da Abras (Departamento de Economia e Pesquisa da Associação Brasileira de Supermercados), mediu o valor médio de  uma cesta composta por 35 produtos mais vendidos nos supermercados.

Alimentos, incluindo cerveja e refrigerante, higiene, beleza e limpeza doméstica tiveram um aumento de 1,52% em maio em relação a abril. A cesta de 35 itens, com base na Abrasmercado, chegou ao valor de R$ 653,42, contra R$ 643,67 do mês anterior.

As maiores altas nos preços foram: tomate, + 7,12% , biscoito cream cracker, + 3,58%, carne (corte dianteiro) + 3,20, carne (traseiro) + 3,07% e a farinha de trigo com + 3,02%.

Já entre as baixas destacam-se: cebola – 11,47%, arroz – 1,92%, xampu – 1,20%, batata – 0,86%, feijão -0,83% e queijo muçarela – 0,83%. Destaque para o tomate que, apesar da alta no mês, acumula uma queda de preços de 15,24% no ano.

Qual o impacto da alta da inflação na vida do cidadão?

O principal impacto diz respeito à perda do poder de compra da população. Com a alta dos preços, se a rentabilidade do trabalhador não mudar, a tendência é que o consumo fique mais limitado. Se as pessoas param de comprar, logo a economia sofre, pois não há a comercialização de insumos, prejudicando ainda mais a recuperação das finanças do país.

Quando a economia passa por dificuldades, o resultado se torna um efeito cascata e, inevitavelmente, acaba atingindo o setor corporativo.

Isso acontece porque as pessoas, quando estão sem recursos, evitam fazer compras, e quando fazem, acabam contraindo dívidas, porque não conseguem honrar com seus compromissos, impactando na produtividade profissional, por exemplo.

Mais altas no consumo

Não apenas com pagamento em dinheiro, mas também com vale refeição e alimentação, os brasileiros também sentiram aumento fora dos supermercados. 79% dos entrevistados pela Exame afirmaram que sentiram alta também nos combustíveis e energia elétrica (77%). Na sequência, aparecem medicamentos, vestuário e internet.

Redação

Esta notícia foi publicada por um dos redatores do SeuJornal, não significa que foi escrita por um deles, na maioria dos casos, foi apenas editada.
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