Butantan inicia projeto de mapeamento da Covid-19 em Piracicaba nesta segunda

Piracicaba (SP) recebe nesta segunda-feira (20) o Lab Móvel, do Instituto Butantan. O projeto vai fazer mapeamento e sequenciamento da Covid-19 no município e região, além de acelerar o processo de testagem dos casos suspeitos. A prefeitura informou na última terça-feira (14) que a cidade poderia receber o projeto.

Além de Piracicaba, os municípios de Águas de São Pedro (SP), São Pedro (SP), Rio Claro (SP), Cordeirópolis (SP) e Pirassununga (SP) também participam do mapeamento, com o envio de amostras coletadas em suas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e encaminhadas ao laboratório itinerante.
A estrutura do Lab Móvel funciona em um container, que chegará a Piracicaba na segunda-feira, por volta das 9h30, e ficará estacionado na Praça José Bonifácio, em frente à Catedral. O laboratório itinerante começou a operar em Aparecida, região do Vale do Paraíba, e nas duas últimas semanas esteve em Santos, litoral paulista.

Com as análises realizadas dentro do Lab Móvel é possível obter o resultado em até 24 horas, a partir do momento em que as amostras chegam ao container. Em seguida, inicia-se o sequenciamento, que pode durar de três a seis dias.

Atualmente todo o processo entre a testagem de amostras e o sequenciamento de variantes pode durar de 10 a 12 dias.
“Nosso objetivo com o laboratório itinerante é analisar as amostras com mais agilidade e assertividade para entender quais regiões do estado precisam de mais atenção”, afirma Sandra Coccuzzo, diretora do Centro de Desenvolvimento Científico do Butantan.

A estrutura da unidade, que funciona em um contêiner, tem 12 metros de comprimento e três de altura. O veículo, equipado com alta tecnologia, possui três sequenciadores genéticos, centrífuga, seladora, geladeira e freezer para armazenamento de amostras, entre outros.

O projeto envolve cerca de 20 funcionários do Butantan e já soma mais de 250 horas trabalhadas, e mais de 5.000 amostras testadas no período.

Os moradores podem acompanhar os trabalhos dos pesquisadores de perto, porque a estrutura do veículo conta com uma parte de vidro que permite a observação dos procedimentos realizados pelos cientistas.

Os municípios que recebem o laboratório se responsabilizam por realizar as coletas de amostras em suas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e encaminhá-las ao laboratório itinerante. Lá os especialistas realizam o diagnóstico e, então, separam as amostras positivas para iniciar o sequenciamento e identificar as variantes.

O sequenciamento é necessário porque os vírus sofrem mutações, ou seja, alterações em seus códigos genéticos, gerando variantes. Para realizar o mapeamento das variantes é necessário, em primeiro lugar, extrair o RNA da amostra coletada.
Em um segundo momento, essas moléculas passam por um processo de conversão para DNA que, posteriormente, é multiplicado em diversas cópias que são inseridas no sequenciador. Um computador libera os resultados e a análise é realizada por especialistas, conhecidos como bioinformatas.

Atualmente, o Instituto Butantan coordena a Rede de Alertas das Variantes do SARS-CoV-2 e recebe dados dos demais parceiros da rede: Hemocentro de Ribeirão Preto/FMRP-USP, FZEA-USP/Pirassununga, Centro de Genômica Funcional ESALQ-USP/Piracicaba, Faculdade de Ciências Agrônomas UNESP/Botucatu, FAMERP São José do Rio Preto e Mendelics.

Fonte: G1

Redação

Esta notícia foi publicada por um dos redatores do SeuJornal, não significa que foi escrita por um deles, na maioria dos casos, foi apenas editada.
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