Coronavírus: entenda o impacto nas redes sociais

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O ano de 2020 começou de um jeito diferente, devido ao decreto de pandemia da Organização Mundial da Saúde, a população mundial viu a necessidade de entrar em quarentena, permanecer dentro de suas casas e evitar aglomerações sociais.

Com isso, o que mais as pessoas poderiam fazer se não permanecer conectadas trabalhando, estudando ou utilizando as redes sociais? Até porque, as redes sociais hoje são o melhor meio das pessoas permanecerem perto um das outras sem estarem literalmente próximas.

Proximidade essa extremamente necessária, pois de acordo com Psicólogo Marcelo Santos, o isolamento social pode causar depressão e prejudicar a saúde mental das pessoas.

Devido a esses fatos, o aumento de usuários utilizando redes sociais como Facebook, Whatsapp, Instagram, Tik Tok teve um aumento significativo.

O app Tik Tok, que teve um aumento de usuários considerável antes mesmo da quarentena, após o decreto da pandemia tornou-se o app mais baixado pelos brasileiros juntamente com o Zoom, informa a empresa Sensor Tower.

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Segundo a diretora do Pinterest, Mariana Sensini, em entrevista para a revista Exame, o Pinterest tem hoje 38 milhões de usuários e teve uma alta histórica de interações desde que foi instalada a quarentena.

Mariana ainda diz que as pessoas buscam dicas relacionadas a suas vidas e problemas que enfrentam devido ao fato de estarem em casa como, dicas para relaxar, para entreter os filhos, receitas, como fazer máscaras, entre inúmeros outros assuntos.

De acordo com Nielsen, empresa que coleta dados e informações de forma global, a Índia aumentou em 50 vezes a utilização das mídias sociais.

Bem como, a empresa Kantar, que é líder mundial em levantamento de dados, relata que devido à pandemia, a utilização de mídias sociais teve um aumento em todas as plataformas. 

Segundo Kantar, a navegação na web aumentou em 70%, seguida por pessoas assistindo TV (tradicional) com um aumento de 63% e aumentando de utilização das redes sociais em 61% quando comparadas com as taxas de uso em tempos comuns.

Desde que foi decretada a pandemia, o WhatsApp é o aplicativo que vem sendo mais utilizado pelas pessoas. Na fase inicial da pandemia o uso teve um aumento de 27%,  alguns dias depois teve um salto para 41% e atualmente o aumenta encontra-se em 51%. De acordo com Kantar, a Espanha teve um aumento ainda maior, de 76% de tempo gasto no WhatsApp.

Já o Facebook teve um aumentou no seu uso geral de 37% no mundo.

Além disso, a empresa ainda informa que o aumento do uso em todos os aplicativos de mensagens tem sido maior na faixa etária de 18 a 34 anos. WhatsApp, Facebook e Instagram experimentaram um aumento de 40% na utilização por pessoas com menos de 35 anos.

No mesma notícia, é informado que 75% das pessoas esperam que as marcas e empresas não tentem se beneficiar e promover suas marcas em épocas de coronavírus devido ao aumento da utilização pela população. Informação essa que traz um grande desafio para quem faz o gerenciamento das redes sociais de marcas e negócios. 

É preciso que os profissionais elaborem uma estratégia que não ofenda as pessoas por pensarem que a marca está tentando se aproveitar da situação. Além disso, é importante ter em mente que a linha entre obter resultados e se aproveitar da situação é bastante tênue.

Conforme dados, o coronavírus pode custar à economia global aproximadamente 2.7 trilhões. Por essa razão, para evitar ao máximo os efeitos da crise econômica causada pela quarentena, os negócios não podem parar, pois acabariam fechando definitivamente suas portas da mesma forma que as outras 600 mil empresas que não sobreviveram à pandemia.

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