Vereador Emerson Ferreira converte salário da Câmara em remédio para autistas
O vereador Emerson Ferreira, de Rafard, realizou a doação de 90 caixas do medicamento risperidona para a Farmácia Municipal. A iniciativa teve parte dos custos custeada com o próprio salário do parlamentar e outra parte com o apoio do Dr. Rafu, que já colaborou com o município em outras ações de saúde, como o mutirão de exames realizado anteriormente a pedido do vereador.
A doação tem grande importância social, especialmente por se tratar de um medicamento amplamente utilizado no tratamento de crianças com transtorno do espectro autista (TEA). A risperidona é um antipsicótico de segunda geração que atua ajudando a controlar sintomas como irritabilidade, agressividade, crises de raiva e alterações de comportamento, comuns em alguns casos de autismo. Embora não trate o autismo em si, o remédio contribui para melhorar a qualidade de vida e facilitar o convívio familiar e escolar das crianças.
De acordo com Emerson Ferreira, o gesto tem como objetivo garantir o acesso da população a um remédio essencial, reduzindo a espera e a necessidade de deslocamento para outros municípios. “Essa doação é uma forma de contribuir com as famílias que mais precisam e de retribuir a confiança que a população deposita em nosso trabalho”, destacou o vereador.
A parceria com o Dr. Rafu reforça o compromisso de ambos com a saúde pública de Rafard, ampliando o atendimento e o suporte a pacientes em tratamento contínuo. A chegada das 90 caixas de risperidona à Farmácia Municipal representa um importante reforço ao estoque de medicamentos de uso controlado e um gesto de solidariedade que beneficia diretamente dezenas de famílias da cidade.
A risperidona é um medicamento classificado como antipsicótico atípico de segunda geração.
Entre suas indicações, figura o tratamento de irritabilidade associada ao transtorno do espectro autista (TEA), especialmente em crianças, quando há manifestações de agressividade, crises de raiva, alterações comportamentais intensas ou mudanças súbitas de humor.
Embora não seja um tratamento para o autismo em si, a risperidona pode ajudar a controlar sintomas associados que impactam a qualidade de vida da criança, como irritabilidade, autoagressão, explosões emocionais e comportamentos agressivos.
Entretanto, seu uso requer monitoramento médico cuidadoso, uma vez que efeitos colaterais são possíveis — entre eles ganho de peso, sonolência, alterações metabólicas (como aumento de colesterol ou glicemia), distúrbios do movimento e outros.
No Brasil, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC) avaliou o uso da risperidona no contexto do TEA e estabeleceu diretrizes e critérios para sua incorporação e uso clínico.


