O mercado de beleza pós-pandemia

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Com mudança em hábitos de consumo, a indústria da beleza promete passar por reformulações em breve

(Crédito: divulgação)

Cosméticos de todo tipo: esmalte, creme para pentear, base líquida, shampoo, esfoliante, hidratante, creme alisante, lápis de olho… o que não falta na indústria da beleza são itens à disposição do consumidor e da consumidora. No entanto, diante da nova realidade imposta pela Covid-19, os hábitos de consumo mudaram, obrigando o mercado da beleza a pensar em reformulações para o mundo pós-pandemia.

Uma pesquisa desenvolvida pela Nielsen apontou que o distanciamento social e a quarentena afetaram diretamente o volume de compra dos produtos relacionados a beleza. O levantamento mostra que o setor de higiene e beleza foi o que apresentou a maior queda entre as áreas pesquisadas.

Entre os produtos para tratamento capilar, o pós-shampoo é apenas um dos itens que tem sido deixado de lado na hora da compra, diante da redução de gastos com itens similares em 26%, quando comparado com o mesmo período de consumo em 2019. 

Mudanças e novas oportunidades

No mês de fevereiro, o Sebrae e a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) lançaram um caderno com oportunidades de negócios para o mercado de beleza e bem-estar. Neste relatório foi apresentado um estudo com a estimativa de que 1,5% do orçamento das famílias neste ano fossem destinados a gastos em produtos e serviços relacionados a este setor.

O levantamento apontou que a tendência de procura por produtos para cabelos crespos e naturais continua, mas o chamado self care também está em amplo crescimento. Isso significa que, em tempos de crise econômica e financeira, uma importante parcela dos entrevistados busca produtos de cuidados para si mesmos em casa.

Diante da Covid-19, tanto a indústria de beleza quanto os serviços de beleza precisarão conviver e criar alternativas para inibir o impacto do vírus no futuro próximo. Apesar do cenário crítico e desafiador, o mercado da beleza se mostra confiante e com capacidade de recuperação, devido ao histórico do chamado “Efeito Batom”.

O “Efeito Batom”

Existe na indústria da beleza, um efeito conhecido como lipstick index. Esse indexador se tornou uma forma informal de identificar comportamentos do consumidor em diferentes momentos da economia. A teoria afirma que, em cenários de crises econômicas, a venda de cosméticos cresce, pois essa seria uma forma de “compensar períodos de restrições” sem deixar de consumir, ou seja, o chamado “Efeito Batom” se baseia em uma sensação de autorecompensa.

Diante desse índice, as empresas estão se reinventando de diferentes maneiras, buscando estar mais próximas de seus consumidores, apostando em ações que também podem contribuir no pós-crise, como a venda de vouchers antecipados e descontos para serviços de beleza que serão usados após o fim da quarentena.

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