Professores denunciam descumprimentos trabalhistas na Rede Cnec

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Os professores das instituições de ensino da Rede Cnec no Rio Grande do Sul decidiram, em Assembleia geral, realizada em junho, denunciar em uma Carta Aberta à comunidade os descumprimentos da legislação trabalhista e da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) por parte da rede de ensino.

Entre os principais problemas estão os atrasos salariais, referentes aos meses de março, abril e maio, o não pagamento de verbas rescisórias aos professores demitidos no último período, além de recentes decisões unilaterais da Instituição quanto à redução de salário e negociações individuais, diretamente com os docentes, procedimento que não encontra respaldo legal, de acordo com o Sindicato.

Sinpro/RS já atua judicialmente cobrando as pendências e descumprimentos da Rede Cnec. Ainda em junho, os professores rejeitaram a proposta de acordo enviada pela Instituição sobre as pendências, pois consideraram a proposta insuficiente. Para Sani Cardon, diretor do Sinpro/RS, a falta de informações da mantenedora amplia as dificuldades. “Os professores não possuem qualquer certeza sobre as condições de trabalho que os aguarda. É um desrespeito àqueles que se dedicam diariamente para oferecer um trabalho de qualidade, mesmo de maneira on-line, durante a pandemia do novo coronavírus”, explica.

Ainda segundo o diretor, o Sinpro/RS tem acompanhado a situação dos docentes e não permitirá qualquer procedimento lesivo ao contrato de trabalho dos professores. A Cnec tem mais de 200 instituições espalhadas em 19 estados do país. No Rio Grande do Sul, a rede possui mais de 20 unidades, entre escolas de educação básica e de ensino superior.

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