Turismo rodoviário aquece os motores da indústria de viagens

Diante do cenário pandêmico, as empresas rodoviárias adaptam seus carros às questões de biossegurança e buscaram inovações para reerguer o setor

A pandemia de Covid-19 alterou todas as estruturas da sociedade, especialmente a turística. Isolamento social, lockdown em alguns estados, fechamento de municípios, barreiras sanitárias e outras iniciativas foram tomadas para conter a propagação do vírus Sars-Cov-2, provocando a decadência no número de viagens em todo o país.

Contudo, para não paralisar por completo as operações turísticas no país, o setor tem buscado alternativas e adaptações para reagir ao cenário de crise. Uma das tendências que mais se destacou nos últimos meses de pandemia foi o turismo regional, isto é, mais próximo de casa ou a curtas distâncias.

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Crédito: Marcopolo

Diante desse novo comportamento entre os brasileiros, as empresas rodoviárias saíram na frente, uma vez que grande parte das linhas favorecem a chegada em locais mais próximos, regionais e intimistas. Assim, as operadoras passaram a agilizar parcerias estratégicas, incluindo opções e pacotes de serviços diferenciados, como hospedagem.

Vale ainda destacar que muitas empresas rodoviárias adaptam seus ônibus às questões de biossegurança exigidas pelo cenário, concedendo mais segurança aos usuários. Segundo o presidente do Conselho Deliberativo da Associação Brasileira das Empresas de Transporte Terrestre de Passageiros (Abrati), Eduardo Tude de Melo, o segmento rodoviário está mostrando reação, apesar do momento de pandemia.

“O setor tem reagido e investido em novas frotas e novas modalidades de serviços, enquanto implementam viagens a preços promocionais: tentam sobreviver no período hostil, que ainda é agravado pelo avanço do transporte clandestino e por incompreensões de setores Judiciário que insistem em admitir atividades ilegais, não condizente com as regras que regem a atividade econômica”, destaca o executivo.

Desenvolvimento para o turismo rodoviário no Brasil

Além dessas oportunidades e adaptações, a coordenadora de pós-graduação Stricto Sensu em Hospitalidade da Universidade Anhembi Morumbi, Elizabeth Wada, destaca que para que ocorra um desenvolvimento mais acelerado do segmento rodoviário no Brasil é preciso unir políticas públicas e iniciativas privadas.

“Os potenciais destinos turísticos precisam entender que não é só o privado que deve tomar atitude. Se o poder público local tiver incentivo o investimento vai acontecer. O estado, por sua vez, tem de tirar os planejamentos do papel e pôr em prática soluções que despertem esse desejo em prestadores de serviço e viajantes”, reforça.

Redação

Esta notícia foi publicada por um dos redatores do SeuJornal, não significa que foi escrita por um deles, na maioria dos casos, foi apenas editada.
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